Os capítulos da América do Norte, América Latina e Brasil do Fleet and Mobility Managers Club (FMMC) realizaram recentemente reuniões para discutir desafios comuns em um cenário de frotas que evolui rapidamente.
Na América do Norte, Jonathan Kamanns conduziu uma conversa sobre a mudança nas expectativas em relação às Fleet Management Companies (FMCs). Embora os participantes reconheçam o valor dessas empresas, também apontaram limitações crescentes: dificuldade em acompanhar novas tecnologias, baixa integração de dados e foco ainda muito reativo. O aumento dos custos de combustível e manutenção, a escassez de técnicos e a inflação de peças foram temas centrais. Isso tem levado muitas organizações a considerar modelos operacionais alternativos e maior engajamento direto com fornecedores.
Na América Latina, Ana Pamela Mata apresentou três pilares da condução inteligente: telemática avançada, ADAS e gêmeos digitais. Ela compartilhou experiências de implementação com empresas como CEMEX e Heineken no México. Os desafios incluem resistência dos motoristas, necessidade de alinhamento entre segurança e RH e a importância de incentivar comportamentos positivos. Os benefícios da eletrificação — especialmente no Chile — também foram destacados.
No Brasil, Ivan Frota Pacheco liderou uma discussão sobre o impacto da crise energética global nas operações de frota. Foram analisadas as diferenças entre preços domésticos e internacionais de combustível, pressões orçamentárias, negociações com locadoras e fornecedores, além da visão do setor agrícola sobre transições energéticas. Alternativas como eletrificação e etanol surgiram como estratégias promissoras. As reuniões reforçaram a importância da colaboração e do compartilhamento de inteligência entre regiões.